segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

2013 e por que você quis ser biólog@?


Embora saibamos que temos muito a fazer.. terminar relatórios (ou começá-los!), capítulos, campos, logísticas... no fim do ano sempre nos cabe um tempinho de reflexão sobre ideias não práticas, porém mais profundas e talvez muito mais importantes que nos levam a ser quem nós somos.

 Diferente do fim de 2012, o fim de 2013 não me causou uma sensação de “fiz tudo que deveria ter feito”. Não estou aliviada, não estou conformada por ter passado o ano conformada. Sim, 2013 inteiro foi um ano de conformidade com o mundo para mim. Foi o ano da resignação, foi o ano do let it be, foi o ano em que trabalhei como formiguinha sem me importar muito com o resultado, já assumindo que tenho um efeito ínfimo no movimento da roda do mundo.
Talvez eu esteja com consciência ecochata ativista pesada.
Não que eu ache que fiz pouco pelo meio ambiente considerando minhas possibilidades, mas acho que falta muito para eu me tornar a bióloga-cidadã-ambientalista-livre-pensadora que eu quero ser. E acho que não é só comigo.
No âmbito “mestrado”, sinto que cumpri todas as obrigações que cabiam a mim, e com primor. Agora, por inércia e dose maior de dedicação, me envolver tanto no MEU mestrado me sugou muito do mundo real. Eu vivi na bolha do mestrado. No berço confortável e desconfortável do individualismo ou da bolha menor de interações que coube ao meu círculo de trabalho.
E o que é mundo real para mim? Mundo real é me importar com coisas além do meu próprio umbigo, é ter uma percepção não vaga e muito menos resignada enquanto ser social, representante de um órgão de classe (biólogos), poderia ter feito mais para mudar o que me incomoda, mudar os erros ou outcomes da atividade humana que me levaram a escolher essa profissão em primeiro lugar.
Talvez isso soe muito aulinha de ciências sociais, geografia e biologia, mas ABSOLUTAMENTE TUDO o que me motivou a ser bióloga quando eu tinha sei lá, 8 anos, continua por aí!!! E é tudo tão lógico e óbvio... Sobrepesca, poluição, contaminação, caça predatória, tráfico ilegal de animais silvestres, erosão e degradação de solo, falta de água potável e saneamento, crescimento acelerado da população humana, mudança climática, desmatamento e bycatch (o que vem a mente: pobres tartatugas!).

Se alguém por aí tiver alguma retrospectiva cientifica que me mostre que alguns desses aspectos estão melhorando globalmente, me mostre, compartilhe!
A intensão desse post não é a priori ser um ensaio profundo das inconformidades de umabióloga, é apenas uma visão superficial de algo que me incomodava pungentemente e agora o que me incomoda é não ter me incomodado tanto esse tempo todo, por razões egoístas. Onde está aquela estudante que acompanhava as notícias ambientais diariamente?? Agora tudo é.. “eu sabia”, “o dinheiro sempre fala mais alto”. As causas socio-ambientais deveriam ser uma prioridade!

Agora e você, por que você decidiu ser biólogo em primeiro lugar? Você se tornou a pessoa que você sonhou em ser?
Diga nos comentários!

A frase de 2014 será, como dizia a música do teatro mágico: NÃO ACOMODAR COM O QUE INCOMODA.

Um abraço a todos os leitores do blog, biólogos, ecólogos, pós-graduandos e graduandos guerreiros querendo entender a complexidade da vida de das secretarias de pós! 


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Reflexões e recomendações na SEGUNDA metade do mestrado

Reflexões e recomendações na SEGUNDA metade do mestrado

Olá Pessoal! Parabéns a todos os mestrandos que entraram na pós no início do ano passado e chegaram até aqui! Parabéns para você que conseguiu:
* concluir seus créditos em um ano!
*fazer todos dos seus campos/lab  no momento em que achou que nesse ponto já teria QUALIFICADO e escrito a tese inteira
*respirar fundo e tratar bem as secretárias da pós e das finanças, lembrando que elas não têm culpa da burocracia, é o sistema! (superei essa fase faz tempo!)
*conciliar de modo minimamente aceitável sua vida acadêmica com família e encontros com velhos amigos de faculdade e infância..
*ler um artigo por dia em alguma semana no início do ano (passado)
*ver seu orientador por skype do outro lado do mundo, o que zerou suas angústias, pelo menos naquele momento!

Sabemos que não é fácil, se fosse fácil qualquer um fazia pós-graduação!
Agora, depois de quase dois anos no programa de pós em Zoologia da UNESP Rio Claro, ressalto e comento as seguintes disciplinas e já adianto que só por essas disciplinas já valeu a pena:
1)      Curso Latino-Americano de Frugivoria e Dispersão de Sementes (Prof. Mauro Galleti et al_UNESP etc)

Passar alguns dias no campo com professores como Pedro Jordano foi excelente. Conhecemos o Parque de Intervales e suas plantas e animais. Tive o imenso prazer de ver pela primeira vez ao vivo e a cores um grupo de muriquis comendo embaúbas. Elevei a embaúba ao status de árvore da vida de Intervales, pois em apenas uma manhã observamos mais de quarenta espécies de animais (entre aves e macacos) a visitando! Agora imagine à noite, os morceguinhos na embaúba? Serviço 24h de dispersão de sementes... Também aprendemos muito sobre remoção de frutos, epizoocoria, macacos, antas, etc..

2)      Curso de Ecologia da Paisagem (Prof. Milton Cezar Ribeiro_UNESP)

Essencial para quem não manja de ecologia espacial, e para quem manja, uma boa oportunidade de aprender mais com quem sabe. O Prof. Miltinho é fera. Além de publicar highly cited artigos, é um excelente professor. O legal dessa disciplina é a autonomia e suporte na hora de montar os projetos finais. Ter também a visão de um professor não-biólogo (bacharel em ciência da computação) nos faz ver o mundo com outros olhos. No que a ecologia de paisagem pode contribuir para a conservação da biodiversidade remanescente? Com certeza, esse curso nos dá idéias bastante aplicáveis. Outra coisa legal do curso é que ele começa numa quarta-feira e termina na outra quarta-feira. O break do fim de semana é essencial para pensar nos projetos e assimilar tudo!

3)      Curso de Redes Ecológicas (Prof. Marco Mello_UFMG)
Mais didático, impossível. Para quem curte interações animal-planta, esse é o canal. O curso é de uma semana, condensado. Com aulas e práticas em computadores todos os dias praticamente. Nele mexemos no R, plotamos redes, calculamos suas métricas e entendemos por que se usar essa abordagem tão fascinante. Só para constar, a monitora do curso é muito eficiente também (EU!)

4)      Curso de Modelagem de Distribuição de Espécies (Prof. Milton Cezar Ribeiro_UNESP e Profa. Katia Ferraz_ESALQ)
De longe o mais cansativo de todos. E muito muito bom. Recomendo fortemente! Para quem for fazer, lembrar de levar HD externo, pois os modelos gerados e layers podem ser pesados. Diga-se pesado coisas na faixa de ~60 Gb ou mais, dependendo da resolução das suas variáveis. O mais interessante de tudo é poder realmente gerar um trabalho publicável após a disciplina, com seus dados, ou a partir de bancos de dados disponíveis.

5) Curso de método científico (Prof. Marco Mello _UFMG): só coisas boas pra falar desse curso. Por mais que eu estivesse no estágio "reta final", esse curso abriu muito minha mente, resgatou a filosofia dos cantos mais escondidos e subconscientes do meu cérebro, me lembrando que era disso que eu precisava para seguir em frente na ciência. Recomento fortemente que mestrandos e doutorandos façam esse curso. Além de aprender muito com quem faz ciência de forma séria e apaixonada, o clima do curso em terras mineiras é só energia boa! A ementa e objetivo do curso está  aqui. Meus parabéns ao Prof. Marco Mello, que mais uma vez não surpreende, confirma.

O que eu queria fazer e não fiz porque não deu e é uma pena, pois está fazendo falta:

BIE 5781 Modelagem Estatística para Ecologia e Recursos Naturais

Uso da linguagem R para dados ecológicos


Quem tiver feito esses dois cursos e quiser compartilhar sua opinião, é só deixar nos comentários!!

abraços e aguardem post sobre: teoria neutra, seleção de modelos e BEPE_FAPESP!





domingo, 8 de dezembro de 2013

OS 10 MANDAMENTOS DA PÓS-GRADUAÇÃO

E vamos aos mandamentos =P


1.     NÃO TERÁS OUTROS DEUSES DIANTE DE SEU ORIENTADOR.


2.     NÃO PRONUNCIARÁS A CITAÇÃO EM VÃO/ NÃO DIGITARÁS O CÓDIGO EM VÃO*

3.     LEMBRA-TE DO DIA DO SÁBADO PARA TERMINAR O MANUSCRITO.     

4.  HONRA TEU PAI E TUA MÃE, QUE PAGARAM TEUS ESTUDOS E TERMINE LOGO ESSA PÓS E ARRUME UM EMPREGO

5.  NÃO MATARÁS AS AULAS DAS DISCIPLINAS DA PÓS. CUMPRIRÁS TODOS OS CRÉDITOS

6.  NÃO COMETERÁS PROCRASTINAÇÃO

7.  NÃO TORTURARÁS OS DADOS OBRIGANDO-OS A CONFESSAREM PADRÕES NÃO OBSERVADOS

8.  NÃO ALIMENTARÁS PICUINHAS ENTRE PESQUISADORES

9.  NÃO DESEJARÁS A CAFETEIRA DO LABORATÓRIO PRÓXIMO

10. NÃO COBIÇARÁS O FATOR DE IMPACTO ALHEIO.

*A tradução dos papiros dos primeiros pós graduandos remete a ambos os significados


sábado, 2 de novembro de 2013

Um paper por dia #Kindle?





Quando eu estava na graduação e comecei a elaborar meu projeto Iniciação científica (IC), comecei a ler artigos intensamente. Lembro que no laboratório da UFSCar se falava (brincando ou não) da ideia de se ler um paper por dia! Difícil hein..

 Foi muito legal esse começo da vida acadêmica, de levantar os artigos mais importantes de uma área do conhecimento, separá-los, imprimi-los e lê-los.
Lembro que eu estava no Rio de Janeiro passando o fim de ano com uma pilha de artigos na mesa da sala, e quando eu olhava para a frente via o mar.. Qualquer um me diria, nossa, que tentação hein! Mar ou ler artigos? Na época eu realmente estava muito confortável na escolha de ler artigos, pois estava motivada, cheia de energia para começar a trabalhar com os morcegos fofos e os frutos que eles comem.
Mas voltando ao assunto “pilha de artigos”: era uma pilha grande, duas pastas poliondas cheias! Imprimir foi necessário, pois não curtia ler no computador e gostava de grifar as partes mais importantes dos textos. Lembrando que ler no computador causa “vista cansada” e o negócio é sério mesmo.
Anos se passaram até chegarmos em 2012, quando entrei no mestrado e tinha que ler muito mais artigos! Aí degringolou, pois eu não tinha impressora em Rio Claro e dava dor no coração imprimir tantas folhas no departamento. Eu ponderava muito mais quais artigos eu imprimiria, mas acabei ficando com as mesmas pastas poliondas cheias de papel. Comecei então a me obrigar a ler no computador, pois o artigo físico em meio à papelada não arquivada ficava muito difícil de achar e eu nunca pretendi ter um arquivo daqueles de metal, por falta de espaço e $.

Aí comecei a ouvir falar sobre o Kindle e comprei um. Um kindle não é um ipad, não navega livremente na internet, mas é muito legal! Comprei um kindle wifi paperwhite. A bateria dele dura mais de um mês se você ler por tipo menos de uma hora por dia. O diferencial dele para um computador em relação à visão é que ele não causa “vista cansada”, pois ele tem um mecanismo de iluminação opaco. Nos PCs a luz vem de dentro para fora. No kindle, a iluminação é de fora para dentro.
Aí com o kindle dá para baixar e-books grátis, comprar livros RAPIDAMENTE com o cartão de crédito, colocar pdfs, .docs e .txts direto do computador via usb e ler em qualquer posição (deitado, sentado) e sob qualquer luminosidade (a luz é regulável e não cansa a vista mesmo!). A promessa do kindle é que quem possuir um deverá ler muito mais do que antes, e pelo menos para artigos está funcionando comigo.

Com o kindle o sonho de um paper por dia está mais próximo de ser alcançado!

Então o veredicto é: recomendo sim o Kindle!

É isso pessoal, aguardem novos posts em breve sobre intercâmbio e papers!

*Lembrando que ninguém está me pagando para eu falar bem do kindle e que o kindle está longe de ser uma unanimidade, afinal não dá para entrar no email ou facebook por ele =P







sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Compartilhando: Genética da Conservação

Oi Pessoal,

Aí vai o link de um video muito legal para se passar em aula e eventos educativos. Dá pra baixar direto no site em uma versão leve ou mais pesada (80MB). 
O vídeo é sobre Genética da Conservação e foi desenvolvido sob coordenação da Dra. Maria Imaculada Zucchi (IAC/APTA e PPG-GBM/IB/Unicamp) e colaboradores.

Aproveitem!
 



quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Fim do semestre: Dicas de Segurança para seus arquivos em tempos de contágio e dano físico

Dói no coração pensar que meu HD foi corrompido em um momento de alta produtividade e poucas cópias de segurança. Um belo dia, em uma das minhas viagens, meu notebook (a bela Safira) estava guardado no compartimento de cima do ônibus. Infelizmente,  as múltiplas curvas da estrada arremessaram minha mochila contra o chão, causando danos irreversíveis no meu HD e à minha cabeça! Também o fato de colocar o notebook em constantes pequenos choques, ao levá-lo do colo para a mesa, da mesa para o colo e mochila,  danificam pouco a pouco seu HD. Então não subestime a gravidade e sempre mova seu laptop cuidadosamente, evitando ao máximo qualquer tipo de choque físico.
Atenção você, da graduação ou da pós, que anda com seu pequeno pen-drive de 4GB por aí, o colocando em qualquer computador que abra word, CUIDADO. Não confie no seu pendrive, não confie no Pen drive do seu amigo, não confie nem no seu antivírus freeware! O mundo virtual se tornou altamente vulnerável a contágios e danos físicos, principalmente quando falamos de dispositivos móveis como notebooks, HDs e afins.
Estamos em tempos de contágio com os vírus Autorun que destroem seus dados e se multiplicam invisivelmente. Então, prefiram trocar e compartilhar arquivos pequenos por email ou dropbox!
           Ainda duas dicas importantíssimas, proferidas pelo meu orientador logo no início do mestrado: Tenha dois backups físicos (HDs externos ou CDs), mais um na nuvem (Google Drive ou Dropbox) além do original no seu dispositivo de trabalho mais comum (PC: Personal Computer).
Eu sei que fica uns 200 reais ou mais comprar um HD externo, mas compre! Ainda mais se você trabalhar com dados espaciais, que costumam ultrapassar duas casas dos Giga facilmente!
Esse post é um conselho válido para todos e um reforço para mim mesma, o que me levou a criar o BACKUP day. Sim, em tempos de pré-defesa, pré-tcc os backup days são cotidianos.

Mas é necessário que haja um BACKUP day regular para todas as suas pastas: documentos, imagens, música, vídeo! Para facilitar, date seus arquivos em um formato padrão para não se confundir entre pastas do mecanismo fixo de trabalho (PC) e os backups. Nem sempre você poderá confiar na data de modificação dada pelo Windows em “propriedades” do arquivo. Isso porque muitas vezes você já terá modificado o arquivo no momento do necessitado backup e a data mudará para a data atual e o confundirá com o arquivo original, a menos que você decore tudo o que ele contém ou seu tamanho anterior.

No LEEC fazemos o seguinte para nomear arquivos, nas palavras do Prof. Milton Cezar Ribeiro:

Imaginem quantos arquivos deve receber o nome “apresentacao.ppt”, “relatório.doc”, “texto1.doc”, “joao_resumo.doc”, e por ai vai. Agora imaginem como é complexa a administração disto para quem, por exemplo, recebe toda sorte de arquivos, alguns indo e vindo com várias versões, sem uma identificação eficiente do que se trata, quem é o envolvido, cronologia, versões, etc.

Por conta disto, gostaria de estimular (claro, apenas sugestão), que quando forem dar nomes em arquivos, usem algo que identifique o assunto, envolvido, e em data cronologica no formato ano-mes-dia (dia-mes-ano não adianta).

Exemplos:
    Projeto_IC_Camillo_2012_02_D02.doc
        Vejam que tem que usar DOIS dígitos para o dia e para o mês
        Vejam que o 02, sem o D na frente, não dá pra saber se 02 é de dia ou de mês, mas com D já indica Day!
    Nicolas_Resumo_Congresso_Paisagem_2012_02_D01.doc

Caso vocês usem
        Projeto_2_2_2012.doc (2 de Fevereiro)
        Projeto_11_2_2012.doc (11 de Fevereiro)
    O Windows vai tratar o 11 como vindo antes do 2, pois o primeiro digito 
“1” do “11” vem antes do digito “2”.
Isto quer dizer que se nao usarmos os DOIS dígitos quando o numero
for <10, a ordem ficaria  1,10,11,12,2,3,4...

Simples, não? Isso vale para uma rotina de organização que facilitará muiiito suas vidas!

Abraços e espero ter sido útil,



segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Repasse rápido do Fritz Muller

Tudo que é bom passa rápido! E Essa semana passou rápido muitos alunos do Departamento de Ecologia da UNESP Rio Claro. Tive a oportunidade de ir ao evento Fritz Muller seminars em São Paulo (USP), no qual professores renomados apresentaram um panorama geral do que vêm estudado a anos na temática Ecologia. Em destaque fica a ilustre presença no departamento, pelo resto da semana, do Professor Pedro Jordano, admirável tanto por seus trabalhos sobre interações mutualísticas utilizando Teoria de Redes Complexas quanto pela simpatia. Os Fritz Muller seminars ocorrerão todo ano!

O evento homenageou e inspirou-se nas produções de Fritz Muller, aquele do mimetismo mulleriano, lembram??
Relembrando quem foi esse notável:

Fritz Muller era um alemão prodígio, se tornou PhD. (philosophiae doctor) aos 22 anos.
Era contra a perseguição e hipocrisias religiosas.
Estudou farmárcia, matemática, ciências naturais e medicina. Só!
Não podia exercer a medicina lá na Alemanha, pois abandonou o cristianismo e se negou a pronunciar uma parte cristã do juramento de Hipócrates na época
Decidiu vir para o Brasil, pois estava de saco cheio da intolerância religiosa no seu país.
Em Blumenau exerceu medicina, pesquisou a fauna e a flora e fez poesias infantis..
O cara era bom!  Charles Darwin apelidou Fritz de "Príncipe dos Observadores". Que esse notável sirva de inspiração para que estudos em ecologia sejam feitos com amor, inspiração, embasamento e honestidade =)

Saiba mais sobre Fritz Muller no site da SBPC


Agora um resumo sobre mimetismo que pode se ler em um minuto:

Camuflagem: imitar os padrões do meio
Homocromia: imitar o ambiente> urso polar
Homotipia: imitar as coisas> bicho-pau

Mimetismo> organismos imitando outros organismos
Mímico e modelo> vantagem adaptativa
Mimetismo defensivo: borboleta olho de coruja
Mimetismo agressivo: Aranha que parece uma formiga
Mimetismo reprodutivo: Flor que parece uma vespa

Muitas vezes o mímico imita os aposemáticos =)
Mimetismo batesiano: o mímico imita o modelo aposemático, mas não possui o as defesas do aposemático (impalatabilidade ou veneno, ou ferrão).
Mimetismo Mulleriano: é um conjunto de mímicos aposemáticos que se parecem e possuem defesas também!




segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Vá para o Pantanal

 A BEP (Base de Estudos do Pantanal) está localizada na margem direita do Rio Miranda, na região do Passo do Lontra, município de Corumbá-MS.

Passei um tempinho lá e lá vai meu relato:

Chegamos às 6 da manhã, após 17 longas horas de viagem. O que se vê de dentro do ônibus é mágico. Aquela aurora me fez lembrar as sombras e luz do raiar do dia no Rio Madeira, só que com uma vegetação bem mais baixa, mas não menos estonteante.

Quando desci do ônibus, não conseguia me decidir o que olhar primeiro, era tanta coisa para se reparar.. um socó-boi me lançou um olhar indiferente e cantou.. e já voou para outro lado, dando lugar a curicacas, dezenas de cardeais e na água via-se ondinhas circulares formadas pela movimentação dos milhares de peixes que nadavam por ali.

Raiou o dia e todos foram em silêncio só olhar.. às margens do Rio Miranda a vida começava a acontecer..
Ir ao Pantanal na cheia se resume em duas palavras que fazem qualquer um ficar espantado/encantado: Aves e Água.

É claro que quando falamos em água, nela se inclui os belos, diversos e saborosos peixes de lá. Piraputangas e pintados, cacharas, barbados e mato-grossos, peixes!

Me senti uma bióloga MUITO mais feliz depois de conhecer esse lugar. É diferente. É único. É a maior planície inundável do mundo.

5 Dicas para quem vai se aventurar no pantanal:

1)  Principalmente na seca, proteja-se bem dos pernilongos. Camiseta de manga longa, duas calças (ou uma calça grossa/dura), chapéu com boa cobertura e repelente é uma boa.
2)  Água, tome muita água. Lá no BEP tem, mas dá pra beber numa boa. O ideal é levar um galão de água mineral, porque a água lá tem um gosto bem diferente da daqui de sampa.
3)  Leve um guia de aves, você vai ficar curioso! Um recomendado é o Aves do Brasil- Cerrado e Pantanal, do Guy Tudor. Não é caro (~40 BRL) e é legal, um balanço entre uma visão mais pessoal e a zoológica.
4)  Zoom na câmera é legal..
5)  Pra quem for cursar disciplina ou fazer atividades de ensino e pesquisa lá: Curta toda a infra-estrutura do BEP! Boas instalações, comida muito boa!


Finalizando, amei participar da saída de campo com o Pessoal da UFSCar! Obrigada mais uma vez PET-Bio! E obrigada também aos outros educadores Carol Stella, Cesar Medolago e Prof. Sonia Buck pelos bons momentos!!


P.S. Você deve estar se perguntando: “ué, ela não vai falar nada de mamíferos??”. Ok, estava fraco de mamíferos.. resumindo: morceguinhos insetívoros e pescadores (uhu!), bugios, capivara a rodo, muitas pegadas e onça esturrando..

Foto: O lindinho Bico-de-prata (por mim mesma)

domingo, 26 de maio de 2013

Microsoft Research: Ida a Cambridge, UK

Oi Pessoal,

depois de um tempo fora, voltei e conto as novidades boas:

Meu laboratório (LEEC Ecologia UNESP Rio Claro, sob coordenação do Prof. Dr. Milton Cezar Ribeiro Miltinho) foi agraciado com a equipamentos de monitoramento animal de ultima geração (gps-colares) desenvolvidos pela Microsoft Research (MATAKI).


Arriscamos e petiscamos!
Mais de 90 grupos enviaram seus respectivos projetos para concorrer, e cinco grupos foram agraciados com os 20 gps-colares, dentre eles, o nosso. Em breve posto os links para os outros grupos de pesquisa que vão desde pesquisa com morcegos e Ebola na África, até cachorros de caça amazônicos.

Equipamentos de monitoramento animal a distância têm ficado cada vez menores e mais leves e acessíveis. O caso do MATAKI, o equipamento não chega a 20 g com a maior bateria deles, e você pode programar o dispositivo conforme sua preferência, o que muda a duração da bateria, tempos de captação de dados e frequência de transmissão, havendo inúmeras possibilidades de se trabalhar com ele.

A facilidade de se ter baterias recarregáveis- USB é fantástica, e a transmissão wireless funciona bem, mas deve ser testada cautelosamente, principalmente nos nossos ambientes florestais.

Estou botando muita fé no projeto LEEC-MATAKI, que vai contar com a liderança da futura doutoranda Milene-Alves Eigenheer (CV ), uma excelente pesquisadora, apaixonada por animais e ecologia. Buscaremos integrar movimento animal com fenologia de plantas zoocóricas (Projeto E-phenology).

Ah! Para quem curte ou se interessa por MOVIMENTO ANIMAL e métodos de monitoramento em fina escala, sugiro muito ler o capitulo de livro de autoria do Prof. Dr. Marco Mello no livro do prof. Nélio (Técnicas de Estudos Aplicadas aos Mamíferos Silvestres Brasileiros). Esse capítulo explica a radiotelemetria convencional e suas aplicações.

A tecnologia MATAKI vai além da radiotele, pois a triangulação é feita por satélites GPS, tornando o uso de antenas VHF receptoras+bússola desnecessário. Ou seja, o sonho de muitos ecólogos: Caminhar com um dispositivo receptor simples para achar seu animal-focal no campo!

A linguagem e programação dos MATAKIs também é simples, e pode ser vista em seu manual.

 Do mais, visitar a Microsoft Research e a cidade de Cambridge foi mágico. Um local de saber quase milenar (a Instituição de educação mais antiga data de mais de 800 anos (1209). A UFSCar (30 e poucos anos) é um bebê perto desses colleges..
Cambridge foi por muito tempo um local de ensino para só nobres e somente homens. Hoje há pessoas de todos os lugares, porém ainda abriga locais de ensino de alto nível para poucos, tanto por sua excelência e tradição, quanto pelos preços.

Para quem curte o mundo acadêmico da biologia, ecologia, pesquisa e ensino em geral, ESSA PESSOA TEM QUE ir a cambridge!!!! Tudo lá gira em torno dos colleges.. e ilustres pesquisadores frequentaram os pubs (pub The Eagle). Tomar cerveja no mesmo local onde foi anunciada a descoberta da estrutura do DNA foi mágico.

Paralelo a isso, minha tietice cientifica não pode deixar de dizer que visitei o túmulo de ISAAC NEWTON em Westminster (Londres) e foi emocionante demais.

Voltando a Cambridge, recomendo muito que os ares acadêmicos de lá sejam respirados por você que lê o blog e ainda não foi! Navegue no rio CAM e sinta a inspiração que vem dos edifícios centenários, pontes matemáticas e legado.

Do mais, quem quiser trocar ideias sobre tudo isso, é só falar. E muito obrigada ao pessoal da Microsoft Research e aos queridos LEECianos que participaram dessa jornada!

Cheers


terça-feira, 16 de abril de 2013

Referências Bibliográficas borá lá


Está chegando o fim do semestre e você está aí, super preocupado com o relatório final da sua iniciação científica, tcc, paper, trabalhos??

Você tem que enviar seu projeto PIBIC/FAPESP o mais rápido possível?

Você está de saco cheio de colocar referência por referência nas normas ABNT ou outras??

Quanto mais você olha para as referências bibliográficas, mais erros você encontra?

Calma, vai dar certo!

Esse post é uma dica simples principalmente para a galera da graduação, que não tem contato com certos macetes.
Resolvi escrever ele depois de ter trocado idéias com alguns graduandos que não conheciam os geradores automáticos de referências bibliográficas.

Apresento a vocês as ferramentas: Mendeley, Endnote e Rexlab!

Começando da mais simples, o  Rexlab é um mecanismo online para referências bibliográficas da UFSC. O Rexlab é das antigas, descobri ele em 2007, um cheat na disciplina de Pesquisa Bibliográfica rsrs! É só você ir inserindo as “partes” da sua referência que ele ajeita como você desejar. Para quem está desesperado ele pode ser uma saída mais rápida, pois não tem segredo. É tudo em português, você clica lá e diz se é livro, paper, monografia, site, ou qualquer coisa “citável”


Uma outra pedida é o Mendeley, que é free, leve e funciona. Para usá-lo, é só baixar e se cadastrar. Aí você adiciona (de preferência) todos os pdfs relevantes do seu computador no programa. O programa vai identificar (às vezes bem, às vezes mal) as informações dos seus pdfs (Autor, ano de publicação, páginas, revista) e você vai conferindo com o tempo/necessidade se está tudo ok. O Mendeley faz interface com o Word na aba referências. Depois de instalado o plugin do mendeley para Word, é só ir inserindo as referências no formato que necessitar (desde normas da Nature até ABNT rs!). Caso você não encontre o formato desejado, é só baixar (muito rápido!) ou mesmo programar um formato novo.
O legal do Mendeley também é que se você encontrar algum bug nele ou tiver qualquer dúvida, é só escrever que eles respondem super rápido!


A última pedida é o Endnote , que é excelente, porém pago. É no estilo do Mendeley. Para quem usa o PC da universidade, o endnote pode ser uma boa pedida, já que você entra como sendo “UNESP” ou a Instituição que for, se a mesma estiver cadastrada no Endnoteweb.


Tanto o Endnote quanto o Mendeley estão em Inglês, então não adianta fugir do inglês.. uma hora ou outra o cientista aspirante terá de aprender ou sucumbirá rsrsrs.. a menos que tenha grana suficiente para pagar traduções e revisões =D

Outra coisa, não fique postergando muito organizar seus pdfs e suas referências.. isso pode atrasar em muito sua vida e suas publicações..  falo por experiência própria rsrs.. Um paper meu voltou duas vezes por conta de Referências erradas.. shame on me! Então aprenda com o erro dos outros, é bem mais fácil!

Agora o último recurso para referências feitas na mão na última hora é o Google Acadêmico, que tem um gerenciador de bibliografias! Quando você acha um artigo no Google Acadêmico, clique em citar (veja a figura abaixo), e pegue a citação pronta. Talvez você tenha que modificar ela conforme as regras da revista ou faculdade (no caso de TCCS, ABNT), mas já facilita bastante!


Bom, é isso, espero ter ajudado e estimulado as pessoas a trabalhar com os geradores, porque fazer referência na mão, ninguém merece!








segunda-feira, 8 de abril de 2013

Slow Science, expertise e enfartes


Mais um da série mundial Slow movements, para nos ajudar a encontrar um “caminho do meio”.

O conhecimento aumenta exponencialmente na pós-graduação, se assim você desejar, mas... 
A)     A pressa é com certeza a inimiga da perfeição!
B)      E você colhe aquilo que você planta.

 A)     A galera da genética está acostumada à velocidade incrível com a qual papers e mais papers vão sendo publicados. A ecologia, embora mais lentamente, também está avançando nesse sentido.. para ficar desatualizado “é dois palito”!
A matéria da Carta Capital traduz exatamente as implicações desse ritmo fast science o confrontando com uma outra proposta:
“Os cientistas signatários da slow science entendem que o mundo da ciência sofre de uma doença grave, vítima da ideologia da competição selvagem e da produtividade a todo preço. A praga cruza os campos científicos e as fronteiras nacionais. O resultado é o distanciamento crescente dos valores fundamentais da ciência: o rigor, a honestidade, a humildade diante do conhecimento, a busca paciente da verdade.”


Eu sinceramente penso que a slow science é o caminho para mim e para qualquer cientista iniciante. As coisas que eu fiz com pressa na vida acadêmica saíram ruins, sem comparação com os projetos nos quais dediquei tempo e calma para lapidá-los.
Pode ser tentador terminar um trabalho rápido, mas isso pode por em jogo sua qualidade e veracidade, o que torna a fast “science” um método perigoso!
Uma coisa MUITO importante:
Algumas pessoas me procuram para desenvolver projetos curtos, sem muito comprometimento, para ver qual é que é, então..
Primeiro ponto: se for pra me ajudar em campo ou ajudar qualquer colega para ver se curte o esquema ecologia de campo e ECOLOGIA, OK, perfeito! Mas...
Ponto principal: a palavra “projeto” + a palavra “curto” não combinam com IC, TCC, MSC e muito menos PHD!
Se me propuserem “faça um projeto comigo” eu não vou aceitar menos que ciência. E isso deve ficar muito claro entre aluno e orientador, ou colegas de laboratório. Ciência exige dedicação e ninguém quer perder tempo com um aluno que não sabe o que quer e que quer fazer um projeto sem comprometimento. Ciência e comprometimento andam de mãos dadas!
Por sorte a maioria do pessoal da graduação que tenho encontrado é muito responsável e sincero em relação às suas angústias e  vontades.
Para quem quer aprender a fazer ciência, lembre-se dessas palavras: humildade, estudo, estudo e estudo! Expertise vem com experiência! Experiência vem com o tempo!

E muito cuidado ao pedir ajuda sem ter lido NADA ou muito pouco sobre um assunto que te interessa, pois antes de pedir apoio o mínimo que se deve fazer é estudar para não correr o risco de propor a invenção da roda.
Para quem se interessar a ir mais a fundo nessa causa, acesse o manifesto de 2010 dos cientistas sobre slow science .

B)     Para os apressadinhos e para os nem tão apressadinhos, porém workaholics (eu eu!):
Um trabalho recente (Docentes de pós-graduação: grupo de risco de doenças  cardiovasculares, clique aqui) apontou alto risco para professores bolsistas produtividade do CNPq em relação a outros professores rsrs..
E isso é exatamente o que eu tenho visto.. professores excelentes, workaholics e relativamente jovens enfartando e surtando por aí!
A rotina acadêmica não tende a afrouxar ao longo do tempo.. ainda mais para os apaixonados por ciência.. Além disso, o professor universitário se torna um burocrata-cientista no momento em que é contratado e começa a dar aulas e mais aulas.
Qualidade de vida é essencial, e não é a primeira vez que eu falo disso aqui no blog! 
Um infarto pode ser o preço que se paga pela fast “science”!







domingo, 3 de março de 2013

Reflexões e recomendações na metade do mestrado


Olá Pessoal! Parabéns a todos os mestrandos que entraram na pós no início do ano passado e chegaram até aqui! Parabéns para você que conseguiu:
* concluir seus créditos em um ano!
*fazer metade dos seus campos/lab quando achou que nesse ponto já teria feito 100% =P
*respirar fundo e tratar bem as secretárias da pós e do departamento, lembrando que elas não têm culpa da burocracia, é o sistema!
*conciliar de modo minimamente aceitável sua vida acadêmica com família e encontros com velhos amigos de faculdade..
*ler um artigo por dia em alguma semana no início do ano (passado)
*ver seu orientador e tomar um café com ele, o que zerou suas angústias, pelo menos naquele momento!

Sabemos que não é fácil, se fosse fácil qualquer um fazia pós-graduação!
Agora, depois de um ano no programa de pós em Zoologia da UNESP Rio Claro, ressalto e comento as seguintes disciplinas e já adianto que só por essas disciplinas já valeu a pena:
1)      Curso Latino-Americano de Frugivoria e Dispersão de Sementes (Prof. Mauro Galleti et al_UNESP etc)

Passar alguns dias no campo com professores como Pedro Jordano foi excelente. Conhecemos o Parque de Intervales e suas plantas e animais. Tive o imenso prazer de ver pela primeira vez ao vivo e a cores um grupo de muriquis comendo embaúbas. Elevei a embaúba ao status de árvore da vida de Intervales, pois em apenas uma manhã observamos mais de quarenta espécies de animais (entre aves e macacos) a visitando! Agora imagine à noite, os morceguinhos na embaúba? Serviço 24h de dispersão de sementes... Também aprendemos muito sobre remoção de frutos, epizoocoria, macacos, antas, etc..

2)      Curso de Ecologia da Paisagem (Prof. Milton Cezar Ribeiro_UNESP)

Essencial para quem não manja de ecologia espacial, e para quem manja, uma boa oportunidade de aprender mais com quem sabe. O Prof. Miltinho é fera. Além de publicar highly cited artigos, é um excelente professor. O legal dessa disciplina é a autonomia e suporte na hora de montar os projetos finais. Ter também a visão de um professor não-biólogo nos faz ver o mundo com outros olhos. No que a ecologia de paisagem pode contribuir para a conservação da biodiversidade remanescente? Com certeza, esse curso nos dá idéias bastante aplicáveis. Outra coisa legal do curso é que ele começa numa quarta-feira e termina na outra quarta-feira. O break do fim de semana é essencial para pensar nos projetos e assimilar tudo!

3)      Curso de Redes Ecológicas (Prof. Marco Mello_UFMG)
Mais didático, impossível. Para quem curte interações animal-planta, esse é o canal. O curso é de uma semana, condensado. Com aulas e práticas em computadores todos os dias praticamente. Nele mexemos no R, plotamos redes, calculamos suas métricas e entendemos por que se usar essa abordagem tão fascinante.

4)      Curso de Modelagem de Distribuição de Espécies (Prof. Milton Cezar Ribeiro_UNESP e Profa. Katia Ferraz_ESALQ)
De longe o mais cansativo de todos. E muito muito bom. Recomendo fortemente! Para quem for fazer, lembrar de levar HD externo, pois os modelos gerados e layers podem ser pesados. Diga-se pesado coisas na faixa de ~60 Gb ou mais, dependendo da resolução das suas variáveis. O mais interessante de tudo é poder realmente gerar um trabalho publicável após a disciplina, com seus dados, ou a partir de bancos de dados disponíveis.



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Downshifting e Equilíbrio frente a políticas pró-consumo exacerbado


Embora todos que me conhecem saibam que eu não sou a rainha da organização e espaço clean, eu adoro espaços organizados, e ainda que meu quarto esteja cheio de tralhas, eu sei exatamente onde estão as coisas. Com exceção do meu chaveiro, perdido no fim do ano.

No meu trabalho, logística é essencial. Tudo tem seu lugar exigido em uma mala, no carro, ainda que seja o facão na bainha. Eu criei uma espécie de protocolo de organização que tem dado muito certo tanto para materiais do campo, quanto para procedimentos de amostragem e manejo dos bichos, incluindo anotação de dados (sim, eu tenho um tutorial pros estagiários!).

Eu encontrei esse equilíbrio (que é aprimorado em cada campo) pesquisando sobre políticas 5S, feng-shui e downshifting.

O princípio é levar tudo que é necessário num mínimo de espaço que um Fiesta pode aconchegar, incluindo backups paras as coisas essenciais, e mais 2 ou 3 pessoas.
Olhando para minha casa, porém, fico irritadíssima com tralhas a mais e falta de espaço para trabalho, tipo uma mesa onde mal se consegue colocar um laptop. Aí vejo meu armário, onde mal encontro espaço para colocar coisas que não tem o seu espaço certo (por exemplo, ganho um presente, uma caixa, uma mala... coisas de espaço temporário).
Como garanto que isso não deixa apenas a mim irritada, vou compartilhar com vocês um Guia Rápido Para Simplificar sua Vida (da blogueira Rita B. Domingues), que me ajuda, e fala desde lenços de papel a pastas virtuais de fotos embaralhadas!


Ressalto nesse post atitudes que eu me vejo fazer, por conta da falta de reflexão e tentações do marketing: consumismo! Please, comprar coisas é essencial. Mas o lance é comprar coisas boas, compatíveis para o que se precisa, que não sejam redundantes! No meu caso os excessos são, sem dúvidas, com roupas!!!

Espero que gostem do guia!





Cabra montesa se equilibrando para subir nas rochas.


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Inspirações


Mais um da série campo poético:


Ode ao Artibeus

O Artibeus cai, inveterado
De embaúba muito bem alimentado
Foi voar justo ao lado
Desta rede um tanto acaçapada

Ó Artibeus, porque se mexes?
Tanto chacoalhas, enlouqueces
Emaranhas
E me arranhas

Choras como nato
me testas a paciência
um grito e Condescendência!

Nesta noite tranqüila e Além
Que tudo afague, bem acabe
E o Artibeus também.



sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O Campo nosso de cada dia


O Campo nosso de cada dia

Ei menina
Acorda, ou melhor, não durma!
Hoje tem campo
Tem rede pra armar

Ei menina
Pera um pouquinho, pára
O que você quer?
Pilha, relógio, perneira?

Avança no mato
O sol se deita e rola
Viu como é fácil?
O enredo se desenrola

Disseram que não conseguiria
Ora ora
Olha para ela
Tirando o bicho a uma hora!

É um, é dois, é trinta
Passou
A Segunda revisão zerou

Mas na terceira quem diria
Só caiu uma Sturnira!
Beija flor, udu, soldadinho
Segura, por favor, esse pézinho?

Agora mede, pesa, marca, solta
Quem sabe amanhã ele volta?
Pisca, pára, assovia
É o campo nosso de cada dia!





sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Como os morcegos dão à luz



Oi Pessoal!

Como primeiro post desse ano resolvi falar sobre uma das perguntas que mais me fazem em relação aos bats: Como as mães parem seus filhotes???

Em vez de escrever um texto sobre isso.. resolvi deixar as imagens falarem e traduzirem o lema básico da sobrevivência: Não é fácil para ninguém! 

Deveríamos nos inspirar por imagens como essas.. pense como a morcega sofre carregando esse filho, voando com ele por aí! 

Uma das minhas capturas mais tensas foi justamente quando uma mamãe Carollia (morcego frugívoro) e seu filhote se enroscaram na rede. Me senti péssima de ter feito os dois passaram por uma situação tão estressante. Quando soltei os dois, o filhotinho agarrado nas costas da mãe e ela voando esforçada e lindamente pela escuridão.. foi um alívio e fascinação tremendos.

E toda vez que vejo uma morcega grávida penso a mesma coisa: ela consegue! Que linda! Que bola redonda e peluda voando por aí..
 As morcegas sofrem. E voam em frente.