quarta-feira, 18 de abril de 2012

dica do dia

Se você odeia estudar, não ingresse na pós-graduação. Até quem adora estudar se emputece com nossa vasta ignorância de vez em quando.
Agora, falando em pós-graduação, vocês conseguem pensar em algum professor que se encaixa no descrito a seguir? hueheuheueh..

terça-feira, 17 de abril de 2012

Ad astra per aspera: sobre as pedras no caminho



Hoje, 8h, o dia começa ensolarado e fresquinho, perfeito para um campo de seleção de áreas de cerrado ao longo das estradas da região.
Eu, mais dois colegas chegamos pontualmente, felizes e contentes. O primeiro campo de uma pesquisa é aquele dia almejado, no qual se colocam muitas expectativas.
Pegamos a estrada, papeando como papagaios e rindo.
Passamos o primeiro pedágio com o carro da universidade, mais felizes ainda por não ter que pagar pedágio hehehe..
Andamos mais alguns quilômetros quando... começou a sair fumaça dentro do carro! O carro desligou no meio da pista. “WTF”??
Campo cancelado, o carro pifou.
(é aqui que entra aquele som de fréun fréun fréun fréeeeun..).
Paramos no acostamento, chamamos o seguro e... meio-dia estávamos de volta na universidade.
Chegando aqui, eu e meu colega almoçamos e vimos que nem tudo foi em vão, conversamos a manhã inteira esperando pelo resgate do seguro e o dia foi de todo proveitoso. Nas nossas conversas relembramos que não há como fugir da ralação honestamente.
Um professor meu sempre dizia: viver é resolver problemas.
Em 23 anos, isso nunca fez tanto sentido como hoje. Não há como fugir da ralação honestamente., Não fiquei triste, nem decepcionada. Depois de muitos campos ficamos mais amortecidos a aborrecimentos logísticos. Simplesmente me resignei.


"ad astra per aspera"

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Eadem mutata resurgo




Hoje fui na sala da professora coordenadora para pegar sua assinatura como manda a burocracia. É lógico que ficar na sala de um professor sem esperar uma interrupção na sua conversa é quase impossível. Mas isso são ossos do ofício com os quais um estudante aprende a conviver e esperamos, quase inertes, a atenção do professor voltar. Mas em alguns casos a espera, em pé, na sala de um professor nos leva à reflexão, ou calma. É claro que quando isso acontecia comigo no começo eu ficava bastante perturbada, primeiramente com o fato de ter que esperar em pé, às vezes no corredor. Esperar sentado seria muito menos desconfortável. Em segundo lugar, a falta de ter o que olhar. O que um professor universitário tem dentro de sua sala? Pilhas de papéis, um armário com ou sem fotos, no caso da minha antiga orientadora uma bandeira do Corinthians, porta-retratos, mas nada com o que você se sinta super distraído ou super a vontade de olhar, em pé.

Mas como eu disse, aprendi a conviver com a espera, a longa espera de 10 minutos na sala de um professor, a longa espera por uma autorização, a espera pelo reagente, a longa espera da bolsa.. esperas que nem são tão longas a sim, mas que de tão esperadas se tornam infinitamente maiores. Esperas por coisas que simplesmente não dependem da gente.
Sendo assim, hoje a espera na sala da professora, que teve que atender um telefonema e ao mesmo tempo estava montando uma palestra e também estava tentando assinar o papel que eu havia dado a ela, não foi longa.
Isso porque eu vi um prato. Um prato na parede. E depois vi uma xícara. O prato e a xícara tinham estampados emblemas de comemoração de décadas do curso de ecologia.
E ao redor do prato estava escrito: EADEM MUTATA RESURGO.
Fiquei imaginando o que significava isso. Esperei ela desligar o telefone e me pedir simpaticamente desculpa pela espera (ela é muito simpática), eu disse obrigada e perguntei o que significava aquela frase.
Engraçadamente ela me respondeu que um dia ela soube o que significava aquela frase. Que pena, pois aquilo estava pendurado na sala dela, bem na frente dela, diariamente.
Então ela me disse que na época da comemoração do xx anos do curso, o coordenador da época lhe explicou o que significava e ela achou muito legal. Mas hoje em dia ela não lembra mais o que significa. A vida da gente é tão corrida que esquecemos nossos próprios emblemas..
É lógico que fui atrás do significado, pois amo essas frases e lemas. E aí descobri que ela foi pronunciada por um matemático chamado Jaboc Bernoulli, um cara que inteligentíssimo que descobriu entre outras coisas, a constante e, o número de Bernoulli e coisa e tal. Ele curtia estudar equações diferenciais difícieis e leis de espirais.. Chegando ao ponto que eu queria, ele quis que na sua lápide tivesse esculpida uma espiral logarítmica e o lema Eadem mutata ressurgo, que quer dizer: “Mudado e ainda o mesmo, eu ressurjo novamente”.
O Jacob está certo.. e ele expressou muito bem esse pensamento de renovação que é muito mais antigo que ele.. Heráclito já dizia: “No mesmo rio entramos e não entramos, somos e não somos”.
Essa base de movimentos da espiral almejada na lápide de Jacob representa nossa resistência à adversidades, e ao mesmo tempo a espiral segue em frente, se renovando e se renovando.. e como dizia o Rei: é o ciclo da vida..
O engraçado disso tudo é que os pedreiros no cemitério desenharam na lápide uma espiral arquimedeana, e não a que ele queria.. Em breve posto a diferença entre as duas..
Bom dia a todos!








quarta-feira, 11 de abril de 2012

Olhe onde está pisando..

A realidade de ser biólogo-pesquisador-futuro professor.
Aparentemente as possibilidades de concurso para professores estão boas esses tempos, porém sabemos que a competição pelas vagas é bem considerável.. Olhando para a entrada de o que eu chamo de nova geração de professores nos mais diferentes centros de pesquisa, fiquei curiosa. 
Aqui na unesp Rio Claro (e não só aqui), só nos últimos dois anos, vários professores "novinhos" foram contratados, para a alegria da galera.
Fiquei olhando para aqueles professores, tão admiráveis, começando sua vida finalmente "like a boss" e pensando: po, quando eu chegarei aí?

Resolvi fazer umas continhas, olhando para o lattes de cada um deles.. tirei uma média de quantos anos após se graduarem esses professores foram finalmente contratados como professores adjuntos. A média foi quase 11 anos. 

Ou seja.. quando tiver a pretensão de ser professor de uma universidade pública, pense nesse número: 11 anos!

é lógico que tinham uns prodígios na lista, que após apenas 8 anos já foram contratados, mas no geral, é mais do que isso.. 
Se serve de consolo, não encontrei nenhum professor que demorou mais de 14 após formado para ser contratado..


E aí? Querem desistir agora?
Eu não..


Espero que gostem do blog!



Bom dia Vietnã!

Uma bióloga finalmente criou seu blog para falar de tudo. Tudo relacionado à biologia, vida de pós-graduando, crônicas e ossos do ofício de ser Bióloga e pesquisadora. Enjoy!