terça-feira, 17 de abril de 2012

Ad astra per aspera: sobre as pedras no caminho



Hoje, 8h, o dia começa ensolarado e fresquinho, perfeito para um campo de seleção de áreas de cerrado ao longo das estradas da região.
Eu, mais dois colegas chegamos pontualmente, felizes e contentes. O primeiro campo de uma pesquisa é aquele dia almejado, no qual se colocam muitas expectativas.
Pegamos a estrada, papeando como papagaios e rindo.
Passamos o primeiro pedágio com o carro da universidade, mais felizes ainda por não ter que pagar pedágio hehehe..
Andamos mais alguns quilômetros quando... começou a sair fumaça dentro do carro! O carro desligou no meio da pista. “WTF”??
Campo cancelado, o carro pifou.
(é aqui que entra aquele som de fréun fréun fréun fréeeeun..).
Paramos no acostamento, chamamos o seguro e... meio-dia estávamos de volta na universidade.
Chegando aqui, eu e meu colega almoçamos e vimos que nem tudo foi em vão, conversamos a manhã inteira esperando pelo resgate do seguro e o dia foi de todo proveitoso. Nas nossas conversas relembramos que não há como fugir da ralação honestamente.
Um professor meu sempre dizia: viver é resolver problemas.
Em 23 anos, isso nunca fez tanto sentido como hoje. Não há como fugir da ralação honestamente., Não fiquei triste, nem decepcionada. Depois de muitos campos ficamos mais amortecidos a aborrecimentos logísticos. Simplesmente me resignei.


"ad astra per aspera"