terça-feira, 16 de abril de 2013

Referências Bibliográficas borá lá


Está chegando o fim do semestre e você está aí, super preocupado com o relatório final da sua iniciação científica, tcc, paper, trabalhos??

Você tem que enviar seu projeto PIBIC/FAPESP o mais rápido possível?

Você está de saco cheio de colocar referência por referência nas normas ABNT ou outras??

Quanto mais você olha para as referências bibliográficas, mais erros você encontra?

Calma, vai dar certo!

Esse post é uma dica simples principalmente para a galera da graduação, que não tem contato com certos macetes.
Resolvi escrever ele depois de ter trocado idéias com alguns graduandos que não conheciam os geradores automáticos de referências bibliográficas.

Apresento a vocês as ferramentas: Mendeley, Endnote e Rexlab!

Começando da mais simples, o  Rexlab é um mecanismo online para referências bibliográficas da UFSC. O Rexlab é das antigas, descobri ele em 2007, um cheat na disciplina de Pesquisa Bibliográfica rsrs! É só você ir inserindo as “partes” da sua referência que ele ajeita como você desejar. Para quem está desesperado ele pode ser uma saída mais rápida, pois não tem segredo. É tudo em português, você clica lá e diz se é livro, paper, monografia, site, ou qualquer coisa “citável”


Uma outra pedida é o Mendeley, que é free, leve e funciona. Para usá-lo, é só baixar e se cadastrar. Aí você adiciona (de preferência) todos os pdfs relevantes do seu computador no programa. O programa vai identificar (às vezes bem, às vezes mal) as informações dos seus pdfs (Autor, ano de publicação, páginas, revista) e você vai conferindo com o tempo/necessidade se está tudo ok. O Mendeley faz interface com o Word na aba referências. Depois de instalado o plugin do mendeley para Word, é só ir inserindo as referências no formato que necessitar (desde normas da Nature até ABNT rs!). Caso você não encontre o formato desejado, é só baixar (muito rápido!) ou mesmo programar um formato novo.
O legal do Mendeley também é que se você encontrar algum bug nele ou tiver qualquer dúvida, é só escrever que eles respondem super rápido!


A última pedida é o Endnote , que é excelente, porém pago. É no estilo do Mendeley. Para quem usa o PC da universidade, o endnote pode ser uma boa pedida, já que você entra como sendo “UNESP” ou a Instituição que for, se a mesma estiver cadastrada no Endnoteweb.


Tanto o Endnote quanto o Mendeley estão em Inglês, então não adianta fugir do inglês.. uma hora ou outra o cientista aspirante terá de aprender ou sucumbirá rsrsrs.. a menos que tenha grana suficiente para pagar traduções e revisões =D

Outra coisa, não fique postergando muito organizar seus pdfs e suas referências.. isso pode atrasar em muito sua vida e suas publicações..  falo por experiência própria rsrs.. Um paper meu voltou duas vezes por conta de Referências erradas.. shame on me! Então aprenda com o erro dos outros, é bem mais fácil!

Agora o último recurso para referências feitas na mão na última hora é o Google Acadêmico, que tem um gerenciador de bibliografias! Quando você acha um artigo no Google Acadêmico, clique em citar (veja a figura abaixo), e pegue a citação pronta. Talvez você tenha que modificar ela conforme as regras da revista ou faculdade (no caso de TCCS, ABNT), mas já facilita bastante!


Bom, é isso, espero ter ajudado e estimulado as pessoas a trabalhar com os geradores, porque fazer referência na mão, ninguém merece!








segunda-feira, 8 de abril de 2013

Slow Science, expertise e enfartes


Mais um da série mundial Slow movements, para nos ajudar a encontrar um “caminho do meio”.

O conhecimento aumenta exponencialmente na pós-graduação, se assim você desejar, mas... 
A)     A pressa é com certeza a inimiga da perfeição!
B)      E você colhe aquilo que você planta.

 A)     A galera da genética está acostumada à velocidade incrível com a qual papers e mais papers vão sendo publicados. A ecologia, embora mais lentamente, também está avançando nesse sentido.. para ficar desatualizado “é dois palito”!
A matéria da Carta Capital traduz exatamente as implicações desse ritmo fast science o confrontando com uma outra proposta:
“Os cientistas signatários da slow science entendem que o mundo da ciência sofre de uma doença grave, vítima da ideologia da competição selvagem e da produtividade a todo preço. A praga cruza os campos científicos e as fronteiras nacionais. O resultado é o distanciamento crescente dos valores fundamentais da ciência: o rigor, a honestidade, a humildade diante do conhecimento, a busca paciente da verdade.”


Eu sinceramente penso que a slow science é o caminho para mim e para qualquer cientista iniciante. As coisas que eu fiz com pressa na vida acadêmica saíram ruins, sem comparação com os projetos nos quais dediquei tempo e calma para lapidá-los.
Pode ser tentador terminar um trabalho rápido, mas isso pode por em jogo sua qualidade e veracidade, o que torna a fast “science” um método perigoso!
Uma coisa MUITO importante:
Algumas pessoas me procuram para desenvolver projetos curtos, sem muito comprometimento, para ver qual é que é, então..
Primeiro ponto: se for pra me ajudar em campo ou ajudar qualquer colega para ver se curte o esquema ecologia de campo e ECOLOGIA, OK, perfeito! Mas...
Ponto principal: a palavra “projeto” + a palavra “curto” não combinam com IC, TCC, MSC e muito menos PHD!
Se me propuserem “faça um projeto comigo” eu não vou aceitar menos que ciência. E isso deve ficar muito claro entre aluno e orientador, ou colegas de laboratório. Ciência exige dedicação e ninguém quer perder tempo com um aluno que não sabe o que quer e que quer fazer um projeto sem comprometimento. Ciência e comprometimento andam de mãos dadas!
Por sorte a maioria do pessoal da graduação que tenho encontrado é muito responsável e sincero em relação às suas angústias e  vontades.
Para quem quer aprender a fazer ciência, lembre-se dessas palavras: humildade, estudo, estudo e estudo! Expertise vem com experiência! Experiência vem com o tempo!

E muito cuidado ao pedir ajuda sem ter lido NADA ou muito pouco sobre um assunto que te interessa, pois antes de pedir apoio o mínimo que se deve fazer é estudar para não correr o risco de propor a invenção da roda.
Para quem se interessar a ir mais a fundo nessa causa, acesse o manifesto de 2010 dos cientistas sobre slow science .

B)     Para os apressadinhos e para os nem tão apressadinhos, porém workaholics (eu eu!):
Um trabalho recente (Docentes de pós-graduação: grupo de risco de doenças  cardiovasculares, clique aqui) apontou alto risco para professores bolsistas produtividade do CNPq em relação a outros professores rsrs..
E isso é exatamente o que eu tenho visto.. professores excelentes, workaholics e relativamente jovens enfartando e surtando por aí!
A rotina acadêmica não tende a afrouxar ao longo do tempo.. ainda mais para os apaixonados por ciência.. Além disso, o professor universitário se torna um burocrata-cientista no momento em que é contratado e começa a dar aulas e mais aulas.
Qualidade de vida é essencial, e não é a primeira vez que eu falo disso aqui no blog! 
Um infarto pode ser o preço que se paga pela fast “science”!